PROFLETRAS UFRGS aproxima professores da rede pública dos conceitos de IA Responsável

Atividade promovida por pesquisadoras do INCT TILDIAR discutiu linguagem simples, técnicas de simplificação, acessibilidade da informação científica e uso responsável da inteligência artificial na educação

Marcus Vinicius dos Santos
30 de julho de 2026
O ProfLetras contribui para a formação de professores da educação básica em todo o Brasil. Na UFRGS, em 24 de julho, a primeira turma participou de workshop sobre IA Responsável – Acervo Primeira Turma do ProfLetras UFRGS

A inteligência artificial já faz parte do cotidiano escolar e pode ampliar as possibilidades de ensino. Ao mesmo tempo, exige que professores compreendam seus limites, impactos e formas de uso responsável. Para que essas tecnologias contribuam para a educação, é necessário considerar aspectos como acesso, transparência, compreensão das informações e impacto social.

Esses princípios orientaram o workshop “Acessibilidade(s), Linguagem Simples e Inteligência Artificial na UFRGS: diálogos com o Ensino”, realizado em 24 de julho, no âmbito da disciplina Texto e Ensino, do Programa de Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras UFRGS).

A atividade foi conduzida pelas pesquisadoras Maria José Finatto, professora da UFRGS e integrante do comitê gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inteligência Artificial Responsável para Linguística Computacional, Tratamento e Disseminação de Informação (INCT TILDIAR), e Bianca Franco Pasqualini.

O ProfLetras é um mestrado profissional de âmbito nacional voltado à qualificação de professores de Língua Portuguesa em exercício na educação básica da rede pública. A coordenação nacional do programa está sediada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Linguagem simples e uso responsável da IA 

Durante o workshop, as pesquisadoras mostraram como os princípios da IA Responsável podem orientar o desenvolvimento e o uso de tecnologias digitais em diferentes contextos educacionais. Elas discutiram acessibilidade da informação científica, linguagem simples e estratégias para tornar conteúdos especializados mais compreensíveis para diferentes públicos.

Um dos exemplos apresentados foi o Novo CorPoP Saúde, iniciativa que reúne estudos sobre facilitação de textos da área da saúde, incluindo pesquisas voltadas à adaptação de bulas de medicamentos. O projeto busca compreender como recursos linguísticos podem ampliar o acesso da população a informações científicas e técnicas.

Os participantes também conheceram a plataforma Vidya Text UFRGS, ferramenta gratuita que utiliza recursos computacionais para auxiliar na análise da complexidade textual e apoiar a produção de materiais didáticos mais adequados aos diferentes perfis de leitores.

Para o INCT TILDIAR, aproximar pesquisadores e professores da educação básica contribui para ampliar o debate sobre o desenvolvimento responsável de tecnologias que usam a inteligência artificial, considerando aspectos de inclusão, acessibilidade e uso consciente das tecnologias. A iniciativa também reforça o papel da formação docente na construção de práticas educacionais alinhadas aos desafios da IA.

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